Um tempo se passou, não lembro ao certo, até porque ele sempre passa diferente para mim. As coisas iam bem e eu tentava me manter zen, um equilíbrio por fora e por dentro, não queria me abalar com pequenas coisas ou momentâneas, então assim estou.
Estava fazendo o que eu gosto e tentando me aperfeiçoar cada vez mais, embora nesse meio tempo sempre ocorriam alguns "imprevistos", cujo quais pareciam mais peças ou testes para me fazer desistir ou provar que eu realmente queria. Mas como sempre, dei meu jeito.
Em breve haverá um festival por perto em comemoração ao dia dos mortos, não quero comparar ao mexicano, mas se assemelha no fato de ser divertido e não ter tanta gente triste por seus entes queridos (até porque eles querem nos ver bem e feliz, eu pensaria assim). Peguei minha máquina que já estava criando pó, mesmo dentro da caixa guardada, ainda não tenho muita prática e já quebrei duas agulhas nas poucas vezes que tentei e só tenho duas de reserva, mas estou tentando fazer algo para o festival, não quero ter que mexer em uma roupa já pronta. Decidi fazer uma saia com um dos tecidos que eu tinha, a camisa peguei uma velha, que eu a chamo de "camisa de guerra", ganhei ela de um primo meu quando eu era mais nova e a uso para "experiências" e cuidados no cabelo, com isso ela acabou desgastando mais, fora o fato que as vezes a uso como pijama.
Peguei algumas tintas para tentar fazer algo "mortífero", aproveitando os rasgos que ela já tinha, mas acabei preferindo usar alguns esmaltes que eu já tinha, peguei uma cor escura que não consegui identificar e um vermelho escuro, parecia sangue puxado para o vinho, depois de seco fez com que o rasgo endurecesse, assim como seria o sangue ou se estivesse queimado. Pretendo fazer algumas alterações, mas antes prefiro focar na parte de baixo da roupa. Por um breve segundo de reflexão lembrei de uma calça que eu tinha que ia combinar por também ter rasgos desgastados, talvez eu vá assim. Talvez nem vá ao festival. O silêncio e a dúvida flutuava como uma folha solta ao chão.
Eu me lembrei que só sabia ir até metade do festival. Se eu não encontrasse alguém com quem ir, estaria tudo arruinado?
-O tempo passa rápido quando se tem pressa-
Estava passeando sem um rumo e de repente encontro um conhecido, mas não um qualquer, era ninguém menos do que um rapaz que eu gostava a anos, mas tive que me desinteressar por ele estar namorando uma MULHER e eu era apenas uma garota.. Ela era alta, tinha "corpo", atitude...
E tinha ele. Eu só pensava, como poderia competir com isso? Como ele iria me notar? Nunca!
Depois de alguns anos consegui me aproximar dele e tentar uma amizade, pois sempre o achei muito legal e deixei o interesse de lado, mas não nulo. Conversamos nessa época e uma vez ele deixou escapar que se ele não estivesse namorando, ele tentaria algo comigo, eu quase surtei, literalmente, mas me mantive sã e zen, até porque adiantaria eu demonstrar interesse se ele estava com ela? Depois de duas conversas, ele começou a se afastar e eu já sabia que seria por causa dela. Desde então fiquei pensando e me perguntando.. Será que ela sentia que eu poderia ser uma ameaça? Logo eu?
Recentemente nos encontramos de novo e agi naturalmente, até que no meio da conversa ele me diz que terminou o seu noivado. Eu já sabia que estavam noivos e perdi todas as esperanças, até cheguei a conhecer um rapaz nesse meio tempo, mas não tínhamos nada em comum, apesar da amizade.
Depois de algumas conversas ele simplesmente sugeriu que saíssemos, só que em nenhum momento ele comentou que era um encontro, apesar de que parte de mim sentia que era, pois ele me tratava de um jeito carinhoso, diferente de antes, talvez o interesse dele em mim tenha durado por todos esses anos. Será? Ou apenas seria parte do meu cérebro confundindo tudo e me iludindo por ainda gostar dele e achar que agora eu poderia ter umanova chance?
Eu aceitei e fui no dia marcado, mas sem muita esperança de ser mesmo um encontro, coloque uma roupa casual e tentei não me arrumar muito, mas como sou um desastre em maquiagem acabou não dando muito certo, por sorte não uso muito como as garotas daqui, então se começasse a sair, não faria muita diferença. Acabei chegando um pouco atrasada, como a Cinderela quando chega enfim ao baile e acaba encontrando o príncipe, assim como no conto, meu amigo ficou praticamente hipnotizado me admirando, fiquei um pouco confusa, pois ele parecia feliz, mas eu nem estava tão arrumada, quem sabe talvez fosse tudo um sonho por ansiedade desse dia..
Enquanto ele me olhava abobado eu tentava parecer o mais natural possível, pois não queria que ele percebesse que eu estava nervosa, mas ainda assim era complicado com ele me olhando daquele jeito, ninguém nunca tinha feito isso antes e eu só tinha imaginado nos livros que eu lia. Na verdade, o comportamento dele em si lembrava os personagens que eu me interessava nos livros, cujo os quais eram de amores: proibidos, sobrenaturais e com um pouco de fantasia ou seria magia?
Depois de breves segundos que pareciam eternidades ele me elogia, mas de um jeito sincero e natural, sem maldade como outros caras já tentaram. Ao mesmo tempo que fiquei com vergonha, eu fiquei feliz e com vontade de abraçar ele, mas não o fiz. Depois disso ele começou a me encarar novamente, pois percebeu que eu ficava sem graça quando ele fazia isso. Mas confesso que foi bom parar criar qualquer gelo que poderia haver por ali ou durante o dia, pois sabia que não duraria apenas no começo do passeio.
Ficamos andando e conversando sobre vários assuntos durante algum tempo até que decidimos sentar em uma praça de alimentação local. Apesar de não ter muito contato, ainda assim parecia um encontro e que éramos um casal, mas tentei evitar isso, pois poderia não ser e por eu achar e tentar fazer ou falar algo, estragaria tudo. Conversamos por bastante tempo e falamos sobre vários assuntos, cujo quais fogem da minha mente de tanto estar fascinada com aquele momento e percebemos que tínhamos várias coisas em comum, sem falar que grande parte da personalidade que ele me contava e demonstrava, certamente meus pais dariam apoio caso tivéssemos algo futuramente, mas não quero apressar as coisas. Quero simplesmente flutuar, tal sensação que eu sinto quando estou perto dele, como se eu estivesse em um balanço, estando segura e ainda assim flutuando.
Ele me contou que estava treinando e que gostaria de competir em um torneio futuro, também mostrou o machucado que adquiriu durante a semana, por isso não andamos tanto quanto eu gostaria. Depois de algumas horas sentados fomos dar uma volta e ele me comprou chocolate, cujo qual doce eu disse que gostava muito, compramos dois com licor, mas era bem leve. Também vimos alguns itens para casa e ele simplesmente se apaixonou por um, creio que em breve irá comprar e ficar admirando sempre, mas antes, assim que entramos na loja ele comentou brincando que eramos um casal comprando coisas para NOSSA casa, tentei entrar na brincadeira, mas logo fomos embora por causa da perna dele. Durante nosso tempo na loja fiquei pensando. Será que ele pensa em ter um futuro tão sério assim comigo? Eu adoraria e certamente aceitaria sem pensar duas vezes, mas antes teríamos que ser namorados ou noivos, pois mesmo que não tenha um casamento antes, morar junto também é algo bem sério, que precisa ter responsabilidade e conhecer bem a pessoa.
Voltamos a praça de alimentação e depois de alguns minutos de conversa avistei um casal de amigos perto de nós. Eles perceberam o clima rolando, cujo o qual eu me afastava um pouco por receio de não ser o que eu sentia que era, com isso acabaram praticamente jogando em nossa cara o que deveríamos fazer e brincando com isso. Perceberam o quanto eu fiquei envergonhada e continuaram até que meu amigo disse que ele queria e estava tentando, mas eu evitava. Não sei se corei, mas tive um pequeno ataque de pânico interno. Pois mesmo eu também querendo, não queria demonstrar logo interesse e aceitar que ele me beijasse ou abraçasse como um casal, pois há quem faça isso e depois rejeite a garota.. Não quis arriscar, mesmo ele sendo gentil, me respeitando e ter demonstrado um grande interesse por mim, então continuei agindo como uma garota difícil de se conquistar,mesmo me derretendo por dentro por ele. Acabei chamando minha amiga e explicando que queria ir com calma e não querendo estragar tudo, já que era o nosso enfim primeiro encontro depois de vários casos e acasos. Ela disse que entendia e que parecíamos um casal de fato, depois voltou e sentou perto de seu namorado. E eu e meu amigo fomos juntos, pois na nossa cabeça uma conversa em quatro faria esquecer o clima anterior. Quando de repente minha amiga do nada fala para ele tudo o que eu acabei de falar para ela e mais. Que eu gostava dele há anos. Eu realmente queria enfiar minha cabeça em algum buraco ou encolher e sumir de vista, mas apenas encolhi meu corpo tentando desfocar os olhares de mim. Ele sorriu ao saber e me fez cócegas para me distrair.
Mudamos um pouco de assunto e decidimos ir brincar em um parque ao lado, nele havia um jogo de dança, cuja minha amiga era realmente boa e nós caros mortais não fazíamos ideia do que fazer, mas ainda assim fomos. Na vez do meu amigo acabei me distraindo e encontrando minha prima que trabalhava lá, pois o parque também era para crianças, tentei ir o mais rápido possível falar com ela e voltar para ver a dança dele, mas não consegui e cheguei no final, na hora que ele estava saindo. Eu queria me jogar no chão, pois perdi a chance de ver ele dançando. O que me conforta é que durante a loja de artigos para casa, estava tocando uma música e ele do nada me abraçou e "dançou" comigo, foi como uma cena de uma das histórias que eu lia. Depois de voltar a mim, todos estavam me olhando esperando eu dançar a próxima música, tentei enrolar, mas decidi que ia tentar e me esforçar para compensar o que eu perdi ao me distrair. Eu disse que poderia ser qualquer música e que não fosse algo tão difícil, pois não estava acostumada. Minha amiga escolheu, eu confesso que não gostava da música, mas ainda assim fui determinada e com isso cometi poucos erros, era um jogo de pisar nas setas certas. O tempo se alternava entre eternidade e segundos, cujo quais eu não conseguia identificar com exatidão por estar realmente concentrada. O jogo terminou e eu me virei a eles com um ar de "missão cumprida". Quando de repente eles me encaram com um ar de surpresa e me falam que tirei uma nota alta. Nota A. Fiquei confusa e surpresa, pois sei que me concentrei, mas não não tenho nem experiência nisso. Depois com minha amiga jogando de novo, meu amigo me abraçou por trás e eu aceitei, inclinei meu corpo descansando no dele. Me senti tão leve.
Se passou um tempo e fomos para uma parte mais arejada, mas não tão perto, ficamos separados em casais e novamente ele me admirava. Já estivemos naquele local antes, mas por ainda estar nas nuvens por tudo o que estava acontecendo acabou fugindo da minha memória, ali tomamos uma bebida e conversamos por um longo tempo sentados. Confesso que gostaria de estar deitada em sua perna o observando falar ou que ele estivesse na minha e eu acariciando seu cabelo negro, liso e macio. Eu particularmente adoro fazer cafuné e queria muito. Ainda quero.
Nos afastamos um pouco mais, pois estávamos sentindo um cheiro diferente de algo que não nos agradava. Até que por um momento ele me puxou contra seu corpo e me abraçou e ali repousei em seus braços. Eu não queria sair de lá, pelo menos não tão breve. Por ele ser mais alto que eu, talvez um pouco mais que 10 centímetros,provavelmente mais, consegui ouvir claramente o coração dele batendo (por mim). Foi algo que eu sempre imaginei vivenciar e estava acontecendo, ali e agora. Não tínhamos motivo algum para sair daquela posição, então assim permanecemos. Ora momentos de silêncio e ora de conversa. Depois de minutos eu decidi ousar e entrelaçar meus braços em suas costas, o abraçando, podendo o sentir quase como meu. Como se fossemos mesmo um casal apaixonado. Poderia ficar daquele jeito para sempre, eternidade seria pouco para descrever tal palavra e sentimento que reinava naquele momento pleno.
-Alguns dias se passaram-
Estava fazendo o que eu gosto e tentando me aperfeiçoar cada vez mais, embora nesse meio tempo sempre ocorriam alguns "imprevistos", cujo quais pareciam mais peças ou testes para me fazer desistir ou provar que eu realmente queria. Mas como sempre, dei meu jeito.
Em breve haverá um festival por perto em comemoração ao dia dos mortos, não quero comparar ao mexicano, mas se assemelha no fato de ser divertido e não ter tanta gente triste por seus entes queridos (até porque eles querem nos ver bem e feliz, eu pensaria assim). Peguei minha máquina que já estava criando pó, mesmo dentro da caixa guardada, ainda não tenho muita prática e já quebrei duas agulhas nas poucas vezes que tentei e só tenho duas de reserva, mas estou tentando fazer algo para o festival, não quero ter que mexer em uma roupa já pronta. Decidi fazer uma saia com um dos tecidos que eu tinha, a camisa peguei uma velha, que eu a chamo de "camisa de guerra", ganhei ela de um primo meu quando eu era mais nova e a uso para "experiências" e cuidados no cabelo, com isso ela acabou desgastando mais, fora o fato que as vezes a uso como pijama.
Peguei algumas tintas para tentar fazer algo "mortífero", aproveitando os rasgos que ela já tinha, mas acabei preferindo usar alguns esmaltes que eu já tinha, peguei uma cor escura que não consegui identificar e um vermelho escuro, parecia sangue puxado para o vinho, depois de seco fez com que o rasgo endurecesse, assim como seria o sangue ou se estivesse queimado. Pretendo fazer algumas alterações, mas antes prefiro focar na parte de baixo da roupa. Por um breve segundo de reflexão lembrei de uma calça que eu tinha que ia combinar por também ter rasgos desgastados, talvez eu vá assim. Talvez nem vá ao festival. O silêncio e a dúvida flutuava como uma folha solta ao chão.
Eu me lembrei que só sabia ir até metade do festival. Se eu não encontrasse alguém com quem ir, estaria tudo arruinado?
-O tempo passa rápido quando se tem pressa-
Estava passeando sem um rumo e de repente encontro um conhecido, mas não um qualquer, era ninguém menos do que um rapaz que eu gostava a anos, mas tive que me desinteressar por ele estar namorando uma MULHER e eu era apenas uma garota.. Ela era alta, tinha "corpo", atitude...
E tinha ele. Eu só pensava, como poderia competir com isso? Como ele iria me notar? Nunca!
Depois de alguns anos consegui me aproximar dele e tentar uma amizade, pois sempre o achei muito legal e deixei o interesse de lado, mas não nulo. Conversamos nessa época e uma vez ele deixou escapar que se ele não estivesse namorando, ele tentaria algo comigo, eu quase surtei, literalmente, mas me mantive sã e zen, até porque adiantaria eu demonstrar interesse se ele estava com ela? Depois de duas conversas, ele começou a se afastar e eu já sabia que seria por causa dela. Desde então fiquei pensando e me perguntando.. Será que ela sentia que eu poderia ser uma ameaça? Logo eu?
Recentemente nos encontramos de novo e agi naturalmente, até que no meio da conversa ele me diz que terminou o seu noivado. Eu já sabia que estavam noivos e perdi todas as esperanças, até cheguei a conhecer um rapaz nesse meio tempo, mas não tínhamos nada em comum, apesar da amizade.
Depois de algumas conversas ele simplesmente sugeriu que saíssemos, só que em nenhum momento ele comentou que era um encontro, apesar de que parte de mim sentia que era, pois ele me tratava de um jeito carinhoso, diferente de antes, talvez o interesse dele em mim tenha durado por todos esses anos. Será? Ou apenas seria parte do meu cérebro confundindo tudo e me iludindo por ainda gostar dele e achar que agora eu poderia ter uma
Eu aceitei e fui no dia marcado, mas sem muita esperança de ser mesmo um encontro, coloque uma roupa casual e tentei não me arrumar muito, mas como sou um desastre em maquiagem acabou não dando muito certo, por sorte não uso muito como as garotas daqui, então se começasse a sair, não faria muita diferença. Acabei chegando um pouco atrasada, como a Cinderela quando chega enfim ao baile e acaba encontrando o príncipe, assim como no conto, meu amigo ficou praticamente hipnotizado me admirando, fiquei um pouco confusa, pois ele parecia feliz, mas eu nem estava tão arrumada, quem sabe talvez fosse tudo um sonho por ansiedade desse dia..
Enquanto ele me olhava abobado eu tentava parecer o mais natural possível, pois não queria que ele percebesse que eu estava nervosa, mas ainda assim era complicado com ele me olhando daquele jeito, ninguém nunca tinha feito isso antes e eu só tinha imaginado nos livros que eu lia. Na verdade, o comportamento dele em si lembrava os personagens que eu me interessava nos livros, cujo os quais eram de amores: proibidos, sobrenaturais e com um pouco de fantasia ou seria magia?
Depois de breves segundos que pareciam eternidades ele me elogia, mas de um jeito sincero e natural, sem maldade como outros caras já tentaram. Ao mesmo tempo que fiquei com vergonha, eu fiquei feliz e com vontade de abraçar ele, mas não o fiz. Depois disso ele começou a me encarar novamente, pois percebeu que eu ficava sem graça quando ele fazia isso. Mas confesso que foi bom parar criar qualquer gelo que poderia haver por ali ou durante o dia, pois sabia que não duraria apenas no começo do passeio.
Ficamos andando e conversando sobre vários assuntos durante algum tempo até que decidimos sentar em uma praça de alimentação local. Apesar de não ter muito contato, ainda assim parecia um encontro e que éramos um casal, mas tentei evitar isso, pois poderia não ser e por eu achar e tentar fazer ou falar algo, estragaria tudo. Conversamos por bastante tempo e falamos sobre vários assuntos, cujo quais fogem da minha mente de tanto estar fascinada com aquele momento e percebemos que tínhamos várias coisas em comum, sem falar que grande parte da personalidade que ele me contava e demonstrava, certamente meus pais dariam apoio caso tivéssemos algo futuramente, mas não quero apressar as coisas. Quero simplesmente flutuar, tal sensação que eu sinto quando estou perto dele, como se eu estivesse em um balanço, estando segura e ainda assim flutuando.
Ele me contou que estava treinando e que gostaria de competir em um torneio futuro, também mostrou o machucado que adquiriu durante a semana, por isso não andamos tanto quanto eu gostaria. Depois de algumas horas sentados fomos dar uma volta e ele me comprou chocolate, cujo qual doce eu disse que gostava muito, compramos dois com licor, mas era bem leve. Também vimos alguns itens para casa e ele simplesmente se apaixonou por um, creio que em breve irá comprar e ficar admirando sempre, mas antes, assim que entramos na loja ele comentou brincando que eramos um casal comprando coisas para NOSSA casa, tentei entrar na brincadeira, mas logo fomos embora por causa da perna dele. Durante nosso tempo na loja fiquei pensando. Será que ele pensa em ter um futuro tão sério assim comigo? Eu adoraria e certamente aceitaria sem pensar duas vezes, mas antes teríamos que ser namorados ou noivos, pois mesmo que não tenha um casamento antes, morar junto também é algo bem sério, que precisa ter responsabilidade e conhecer bem a pessoa.
Voltamos a praça de alimentação e depois de alguns minutos de conversa avistei um casal de amigos perto de nós. Eles perceberam o clima rolando, cujo o qual eu me afastava um pouco por receio de não ser o que eu sentia que era, com isso acabaram praticamente jogando em nossa cara o que deveríamos fazer e brincando com isso. Perceberam o quanto eu fiquei envergonhada e continuaram até que meu amigo disse que ele queria e estava tentando, mas eu evitava. Não sei se corei, mas tive um pequeno ataque de pânico interno. Pois mesmo eu também querendo, não queria demonstrar logo interesse e aceitar que ele me beijasse ou abraçasse como um casal, pois há quem faça isso e depois rejeite a garota.. Não quis arriscar, mesmo ele sendo gentil, me respeitando e ter demonstrado um grande interesse por mim, então continuei agindo como uma garota difícil de se conquistar,
Mudamos um pouco de assunto e decidimos ir brincar em um parque ao lado, nele havia um jogo de dança, cuja minha amiga era realmente boa e nós caros mortais não fazíamos ideia do que fazer, mas ainda assim fomos. Na vez do meu amigo acabei me distraindo e encontrando minha prima que trabalhava lá, pois o parque também era para crianças, tentei ir o mais rápido possível falar com ela e voltar para ver a dança dele, mas não consegui e cheguei no final, na hora que ele estava saindo. Eu queria me jogar no chão, pois perdi a chance de ver ele dançando. O que me conforta é que durante a loja de artigos para casa, estava tocando uma música e ele do nada me abraçou e "dançou" comigo, foi como uma cena de uma das histórias que eu lia. Depois de voltar a mim, todos estavam me olhando esperando eu dançar a próxima música, tentei enrolar, mas decidi que ia tentar e me esforçar para compensar o que eu perdi ao me distrair. Eu disse que poderia ser qualquer música e que não fosse algo tão difícil, pois não estava acostumada. Minha amiga escolheu, eu confesso que não gostava da música, mas ainda assim fui determinada e com isso cometi poucos erros, era um jogo de pisar nas setas certas. O tempo se alternava entre eternidade e segundos, cujo quais eu não conseguia identificar com exatidão por estar realmente concentrada. O jogo terminou e eu me virei a eles com um ar de "missão cumprida". Quando de repente eles me encaram com um ar de surpresa e me falam que tirei uma nota alta. Nota A. Fiquei confusa e surpresa, pois sei que me concentrei, mas não não tenho nem experiência nisso. Depois com minha amiga jogando de novo, meu amigo me abraçou por trás e eu aceitei, inclinei meu corpo descansando no dele. Me senti tão leve.
Se passou um tempo e fomos para uma parte mais arejada, mas não tão perto, ficamos separados em casais e novamente ele me admirava. Já estivemos naquele local antes, mas por ainda estar nas nuvens por tudo o que estava acontecendo acabou fugindo da minha memória, ali tomamos uma bebida e conversamos por um longo tempo sentados. Confesso que gostaria de estar deitada em sua perna o observando falar ou que ele estivesse na minha e eu acariciando seu cabelo negro, liso e macio. Eu particularmente adoro fazer cafuné e queria muito. Ainda quero.
Nos afastamos um pouco mais, pois estávamos sentindo um cheiro diferente de algo que não nos agradava. Até que por um momento ele me puxou contra seu corpo e me abraçou e ali repousei em seus braços. Eu não queria sair de lá, pelo menos não tão breve. Por ele ser mais alto que eu, talvez um pouco mais que 10 centímetros,
-Alguns dias se passaram-
Poucos dias se passaram e ele foi se afastando, achei que fosse coisa da minha cabeça, pois as vezes tenho essa mania estranha de sentir, ou melhor, me fazer sentir e achar que alguém está me evitando, mas antes da semana terminar eu havia descoberto que não. Por meio de uma mensagem ele me diz que não tinha "coração", logo pensei: -Se ele não tem, que dirá eu?!. Depois de alguns segundos de silêncio agoniante ele me disse que estava se interessando por outra pessoa e queria ser sincero comigo, por sorte foi a tempo, não queria mesmo me sentir vulnerável por estar apaixonada.
Não liguei e não ligo até o tempo presente, no final das contas ele era apenas uma paixão de adolescência mesmo e nada mais, sem falar que eu mal sabia sobre ele, enquanto isso e por causa disso, eu acabei deixando de lado, algumas vezes um novo amigo que eu tinha feito nesse pouco tempo, eu já o conhecia de vista antes, mas faz pouco tempo que estamos nos conhecendo. Não ligo muito, afinal, nada acontece por acaso, não é!?
Então assim segui os dias, de coração fechado, mas com um sorriso no rosto devido algumas palhaçadas desse novo amigo e acabou que nenhum de nós foi ao festival. Talvez não fosse pra ser ou talvez ano que vem seja melhor. Tento levar esse pensamento "positivo" junto de um sorriso comigo.
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E ai, está gostando da história?
Deixe aqui nos comentários e o que você acha que vai acontecer também.
*música de suspense*
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*música de suspense*
(esse texto teve duas partes únicas porque não consegui muito conteúdo para ele, mas em breve os próximos "capítulos" dele terão.
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